LULA: UM NATAL DO PERU!
Lula, com sua habitual modéstia, não deixa por menos. Disparou: Natal melhor do que este só aquele em que nasceu Jesus. Vai ser um Natal do peru. Há quem diga que no peru está vindo, como recheio, o terceiro mandato. Outros dizem que no recheio está a CPMF. Outros ainda, malévolos e golpistas como sempre, dizem que o peru é um novo cavalo-de-Tróia que trotará sobre as oposições com suas possantes patas. Como não entendo de peru nem de cavalo, mas de alguma poesia, penso que Lula está lendo Proust para entender e viver o ciúme: ciúme do primeiro Natal, ciúme de Fernando Henrique, ciúme de Hugo Chávez... Eis um presidente inspirado pela melhor literatura. Alheio ao delicioso peru natalino, consta das notícias que o bispo Caprio, na beira do São Francisco, prossegue em nova greve de fome contra a transposição do rio. Ora, amigos, é uma inconveniência uma greve de fome numa hora tão apetitosamente natalina!
Escrito por Paulo Gustavo às 10h08
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FHC: TRÊS LETRAS QUE FALAM DEMAIS
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não se emenda. Continua falando pelos polidos e inteligentes cotovelos. Pior: falando de modo inoportuno. Dessa forma, presta um desserviço às rarefeitas oposições a Lula. Seria mais elegante e proveitoso que, na qualidade de ex-presidente, ficasse calado, “mudo como uma porta” como se dizia no tempo da minha avó.
Escrito por Paulo Gustavo às 09h52
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A CASA NOSSA DE CADA DIA
Na próxima quinta–feira, 29/11, às 19 h, na Livraria Cultura do Recife, os arquitetos Lúcia Leitão e Luiz Amorim, na qualidade de organizadores, lançam A Casa Nossa de Cada Dia.
A proposta do livro é chamar a atenção para o que não é explícito na arquitetura, ainda que lhe seja essencial.
A obra reúne ensaios de interface, assinados por Sérgio Paulo Rouanet, Antônio Paulo Rezende, João Alberto Carvalho, Maria Aparecida Lopes Nogueira, José de Anchieta Corrêa, Leonardo Bittencourt e pelos próprios organizadores.
Escrito por Paulo Gustavo às 17h30
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FREYRE EM CENA
Gilberto Freyre e sua interpretação do Brasil são o tema da exposição que abre hoje no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e que seguirá até o mês de maio. A mostra coincide com o recente lançamento de Gilberto Freyre: uma biografia intelectual, de Guillermo Giucci e Enrique Larreta, fruto de longos anos de estudos da obra freyriana. Dentre os estudiosos pernambucanos de Freyre, destacam-se Fátima Quintas, Roberto Motta e Sebastião Vila Nova. Além de estudiosos, conviveram com o autor no Recife e, em especial, na Fundação Joaquim Nabuco (MEC), instituição criada por sugestão de Freyre ao Congresso Nacional. Freyre, além de escritor e historiador social, foi um excelente headhunter. Muitos devem-lhe o estímulo, o impulso, e a admiração que valia por um verdadeiro prêmio.
Escrito por Paulo Gustavo às 10h12
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