ISABELA E AS OUTRAS
Quase tão grave quanto o crime de se torturar e agredir crianças indefesas e inocentes é a conivência das pessoas em silenciarem sobre os maus-tratos às pequenas e freqüentes vítimas. Não é raro ouvirmos pessoas de bem contarem casos que conhecem, mas que não denunciam. Trata-se de uma omissão grave, criminosa. Felizmente, temos a quem denunciar: os Conselhos Tutelares, que de fato funcionam. É um escândalo nacional que tantos se calem diante da violência contra as crianças. É mais uma covardia, camuflada pelo verniz cretino e subentendido tacitamente de que é melhor fingir que nada se sabe, que cada qual cuida de sua casa. O verniz frágil de um individualismo mesquinho. Perdoem-me, prezados silentes, mas falo com a autoridade de quem já denunciou e, assim, talvez tenha até evitado um mal maior. É preciso ver, ouvir e não calar. A impunidade nesses casos legitima e perpetua a barbárie.
A propósito, lembrem-se as palavras de Cristo: ai de quem escandalizar as crianças! Provavelmente, “naquele tempo” não era muito diferente (pelo contrário) e não por acaso aparecem tais palavras no Evangelho.
Escrito por Paulo Gustavo às 10h57
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“A DOMICÍLIO”
Quem pensa que esse negócio de entrega em domicílio é novidade ou influência americana, saiba que em 5 de dezembro de 1850, no Recife, o Diario de Pernambuco trazia a seguinte notícia:
Na rua do Sol, junto ao porto das canoas da ponte da Boa Vista nº 23, aprontam-se jantares com muito asseio e perfeição, a contento dos fregueses, mandando-se levar à casa daquelas pessoas que não tiverem quem os venham buscar.
É o que anota o escritor e jornalista Jodeval Duarte em seu interessante livro A história contada pelo Diário, que reúne importantes e curiosas notícias publicadas pelo jornal mais antigo em circulação da América Latina.
Escrito por Paulo Gustavo às 12h37
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SEXO À MODA PATRIARCALFátima Quintas, a incansável escritora e antropóloga pernambucana, lança, no próximo dia 26, às 19, na Livraria Cultura do Recife, o livro Sexo à moda patriarcal: o feminino e o masculino na obra de Gilberto Freyre.
Escrito por Paulo Gustavo às 11h38
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