FREI JOSÉ DE LORENA, DA ORDEM DOS SACANAS MENORES,

ESCREVE-ME SOBRE UMA CURIOSA PORQUINHA INGLESA

 

 

“Paulo, é o fim do mundo, e o macaco amarrado... Deu na internet, no portal Terra, que na Inglaterra uma leitoa tem fobia de sujeira. Taí uma criatura que não tem espírito de porco! É a ‘ovelha negra’ da família, pois os porquinhos seus irmãos adoram o chiqueiro. E pasme você, Paulo: a jovem porquinha está usando galochas para superar o ‘problema’!  É o fim do mundo, e o porco amarrado...  Enfim, a porquinha inglesa pisa na lama como quem pisa em ovos. Imagino que deva ter a elegância de uma nova Lady Di e esteja fascinando seus prováveis súditos.

 

Enquanto isso, é cá nos trópicos que a porca torce o rabo. Todo mundo pisa na lama com prazer. Sem lama não tem graça. Todos fuçam, todos chafurdam. A farra é do boi, mas é sobretudo do porco. Se fosse aqui no Brasil, essa delicada porquinha já teria virado uma lingüicinha com galocha e tudo!”



 Escrito por Paulo Gustavo às 12h55 [   ] [ envie esta mensagem ]




O SILÊNCIO COMO RESPOSTA

 

Com a facilidade proporcionada pelas novas tecnologias da comunicação, a acessibilidade a quem escreve e publica é um fato. Diz-se o que se quer e naturalmente se lê como resposta o que muitas vezes não se quer. Até aí tudo bem. O que não é compreensível é a grossura das abordagens, afinal há modos e modos de se dizer e de se comunicar. Advogo que críticas permeadas de grossura, de ironia e de sarcasmo, não sejam respondidas. Mensagens embebidas de certas expressões, no mínimo deseducadas, devem ter o silêncio como resposta. Não são críticas, são provocações travestidas de espírito crítico e geralmente lavradas com a tinta da ignorância,  do despeito e do ressentimento.

 Escrito por Paulo Gustavo às 11h53 [   ] [ envie esta mensagem ]




FREI JOSÉ DE LORENA, DA ORDEM DOS SACANAS MENORES, ANALISA A MACACADA.

 

“Paulo, essa é boa. Cientistas descobriram que o macaco-prego sabe usar dinheiro. O bicho é do tipo que não bate prego sem estopa. A gente bota as coisas no prego e o macaco crau, vai lá e prega, quero dizer, pega. E eu, besta, pensava que macaco só gostava de banana. Bem que eu já tinha percebido que vários assaltantes têm cara de macaco! Também descobriram que tem macaco que gosta de trepar no sentido humano do verbo. Enfim, na piada do elefante e da formiguinha, o elefante deve ser logo substituído pelo macaco: ‘Obrigado, nada, dona Formiguinha, vá logo encarando minha banana pacovan!’ Em suma, tudo está provando que o macaco descende do homem, aliás em franca contestação a Charles Darwin...”



 Escrito por Paulo Gustavo às 11h17 [   ] [ envie esta mensagem ]




É PAU, É PEDRA...

 

É pau, é pedra, é este o caminho. O caminho dos vândalos do MST e Cia. Com isso, rasgam o direito alheio, fazem uma caricatura de revolução socialista. Depredam instituições privadas e governamentais; em poucos segundos, destroem anos de pesquisa científica. Ganham assim visibilidade na mídia. Ganharão, por acaso, a adesão da sociedade? Ganharão os pacíficos que optaram pela democracia e pelo pluralismo partidário para propor as mudanças necessárias ao País? Manifestação de protesto não é sinônimo de depredação e barbárie. O espetáculo de ontem, orquestrado em vários pontos do Brasil, foi mais uma página lamentável do atraso das esquerdas retrógradas, sempre bem intencionadas, mas com um caminho de pau, de pedra, de violência...

 



 Escrito por Paulo Gustavo às 09h19 [   ] [ envie esta mensagem ]




Celebrando os 200 anos da imprensa no Brasil, O Olhar da Coruja entrevista Rita de Cássia de Araújo, Doutora em História Social pela USP e atual Diretora de Documentação da Fundação Joaquim Nabuco (MEC)

 

Por que comemorar os 200 anos da imprensa brasileira?

 

As efemérides, de um modo geral, constituem ótimas oportunidades para rever o passado, refletir sobre os acontecimentos ocorridos e sobre o conhecimento que se produziu sobre um dado fenômeno social ao longo do tempo.

 

Comemorar os 200 anos da imprensa no Brasil adquire pleno sentido se encaramos a data como um momento especial para pensarmos a imprensa em si e o próprio Brasil, contexto histórico mais particularizado em que ela se insere mas que se articula com o contexto internacional. A implantação da imprensa no Brasil, e no mundo, significou a criação de um novo espaço público não apenas para divulgação de notícias, mas principalmente para o debate de idéias, políticas inclusive; e proporcionou também o estabelecimento de uma “comunidade de sentido”, entendida como o partilhar de registros e referências histórico-culturais partilhadas por milhares de pessoas no mundo inteiro.          

 

 

O que mais se destaca, do ponto de vista histórico, na trajetória da imprensa no Brasil?

 

A percepção da imprensa como um espaço público aberto ao debate de idéias e à formação da opinião traz o que ela tem de mais importante, sem nisso esgotar todo seu sentido ou função social; pois a imprensa se auto-atribuiu também, sobretudo no século XIX e inícios do XX, o papel de aliada do progresso e da civilização, divulgando informações, incentivando a adoção de novos hábitos de vida pela população, educando-a no chamado padrão civilizado de comportamento, obviamente, considerando o que se entendia à época e para cada órgão de imprensa em particular, pelos termos progresso e civilização.      

 

 

Numa possível história social da imprensa, o que deveria ser mais assinalado e por quê?

 

Há muito a se destacar, pois além dos aspectos já referidos anteriormente, não podemos esquecer o que a imprensa representou em termos de registros do cotidiano — e que, hoje, tanto servem como fonte de pesquisa histórica —; a imprensa como promotora das artes gráficas; a imprensa de órgãos temáticos, a exemplo dos carnavalescos, humorísticos, literários, musicais, religiosos, noticiosos, balneários e os ligados às associações de classe, que tanto contribuíram para consolidação da vida social e cultural.   

 

 

O que tem caracterizado a imprensa de Pernambuco, estado sabidamente pioneiro em tantas áreas?

 

Pernambuco, por sua densidade histórica, expressa e reafirmada pelas lutas libertárias, revoltas e pelos movimentos sociais desde as primeiras décadas do século XIX ao pré-1964, fez da imprensa uma arma de luta política, desde a Revolução de 1817, de 1824 e 1848, passando pelo movimento abolicionista, os conturbados anos 1930, o período de redemocratização pós-1945 e o que antecedeu e que constituiu o chamado “anos de chumbo” de 1964 a 1985. Os grupos, identificados em torno de ideais e projetos políticos e sociais comuns, utilizaram-se das folhas impressas para formar opinião e propagandear seu ideário político-ideológico. Isso é válido tanto para aqueles “da situação” como para os da “oposição”. Estabeleceu-se, assim, uma espécie de dialética da palavra, entre os que afirmavam um determinado modelo político-social e os que a ele se opunham e propunham um outro modelo, reformador ou transformador da realidade. A luta pela liberdade de expressão, já pregada pelos revolucionários de 1817, inscreve-se nesse quadro de luta. Mas é preciso lembrar que a imprensa, sobretudo as grandes folhas locais, teve como proprietários, durante décadas, grandes chefes políticos locais, o que fazia de cada folha quase um órgão de partido político. Hoje, isto está um pouco mais diluído, haja vista que a propriedade dos órgãos de imprensa não é mais de uma única pessoa, mas geralmente, de sociedades anônimas, porém as afinidades político-ideológicas de alguma forma permanecem e se manifestam através das linhas dos jornais. Mas, nisso, Pernambuco não se distingue dos demais órgãos de imprensa, do mundo inteiro.             



 Escrito por Paulo Gustavo às 11h53 [   ] [ envie esta mensagem ]




A MORTE DOS SOLITÁRIOS

À memória de Joana

 

Os solitários talvez morram menos, já conhecem a solidão que precede a morte. A morte lhes é familiar, chega-lhes pela porta da frente como uma amiga a quem, no fundo de si mesmos, desejaram ardentemente. A morte torna-se mais simples, não se exibe em longos cortejos, não se perfuma da exuberância de flores arrancadas à falsidade humana. A morte assim vem do silêncio, passa em silêncio, trabalha em silêncio. Como se Deus colhesse os solitários sem os ruídos e sem o tumulto que choca os humanos, sem a dramaturgia das horas roubadas aos hábitos alheios. Deus os colhe com a naturalidade da chuva que cai e do rio que passa, não com o ímpeto das ondas imensas que terminam na ressaca da dor. E por isso talvez eles, os solitários, cheguem cantando ao sonho absoluto de Deus, no qual todas as preces amargas e cheias de temor se transformam em música e em infinita doçura.



 Escrito por Paulo Gustavo às 09h42 [   ] [ envie esta mensagem ]




LADRÕES E BANDIDOS TAMBÉM GOSTAM DE NOVIDADE!

O hoje assombrado recifense, escaldado pela insegurança endêmica do Recife, vê-se na contingência de imaginar que bandido também gosta de novidade. É simples. Onde há novidade as pessoas se distraem, baixam a guarda, tornam-se mais vulneráveis. Enfim, já não se pode apreciar uma novidade como antigamente! Isso, me parece, explica por que a nova orla da praia de Boa Viagem já virou um point para os assaltantes. A novidade mal foi inaugurada, e os ladrões já estão dando expediente no local, assaltando pedestres e ciclistas na hora dos seus despreocupados (?) passeios.



 Escrito por Paulo Gustavo às 09h38 [   ] [ envie esta mensagem ]


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