JORNAIS IMPRESSOS: JÁ CUMPRIRAM SEU PAPEL?
Com a crescente afirmação da Era Digital (internet, web, etc.), verifica-se que os jornais impressos mais e mais vêm perdendo espaço. Pesquisa recente revela que somente nos chamados países emergentes — caso do Brasil — é que a imprensa impressa vem crescendo, uma vez que milhões de pessoas estão ascendendo à classe média. No chamado Primeiro Mundo, por outro lado, é a mídia eletrônica que está em ascensão.
Outra pesquisa apontou que as pessoas se interessam de ver nos jornais justamente aquilo que dizem respeito a seus interesses mais imediatos. O que, me parece, vem confirmar o que McLuhan já observara há mais de quatro décadas: a delícia de ler em playback, isto é, ter-se o prazer quase infantil de rever o que de fato se viu, se presenciou, e que diz respeito à existência mais próxima. Não por acaso, as páginas de política estão longe de serem as mais lidas..., não obstante o destaque de aparecerem nos primeiros cadernos dos maiores jornais.
A tradicional mídia impressa paga também se vê ameaçada pela mídia impressa custeada pela publicidade e completamente gratuita para os leitores. Com foco no local e na segmentação, já existem muitas experiências bem-sucedidas...
Apesar do panorama de perplexidade, em que se busca sondar o futuro, ninguém de sã consciência pode anunciar quando e onde circulará o último grande jornal impresso. Os desafios estão postos a empresários e jornalistas. Na verdade, o jornal, pressionado pelas novas circunstâncias, está migrando para a web e explorando novas e sedutoras possibilidades. A mim me parece que a forma impressa do jornal já cumpriu o seu papel, ancorada num tempo em que todas as formas eram mais lineares e fechadas, formas hoje que são incapazes de satisfazerem as novas gerações, acostumadas desde cedo e com absoluta naturalidade a lerem e viverem digitalmente.
Escrito por Paulo Gustavo às 18h31
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SINAL AMARELO
Praticamente na mesma semana em que a população brasileira, segundo pesquisa, aponta as Forças Armadas como uma das mais confiáveis instituições nacionais, ocorre o lamentável caso do Morro da Providência, no Rio de Janeiro, em que truculentos e rancorosos militares do Exército, abusando da autoridade da farda, entregam jovens do morro a traficantes que os torturariam e os executariam. Acende-se aí um sinal amarelo de muita atenção para a convivência, embora bem intencionada socialmente, do Exército com a população das favelas. Naturalmente, é escusado dizer, que a instituição militar saberá se livrar desses falsos soldados que não honram a força a que pertencem. Por outro lado, esse sinal amarelo, de tão triste e trágica coloração, servirá para refletir sobre esse uso “social” das Forças Armadas e, quem sabe?, ampliar um debate para além dos gabinetes oficiais. Oxalá!
Escrito por Paulo Gustavo às 12h27
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PIT BULL E VIOLÊNCIA
Os pit bulls continuam a atacar impunemente. Sabe-se que a raça é agressiva, embora, como é óbvio, dócil para seus donos e familiares. A primeira besteira que o dono do cão agressor diz é: “Meu cão é dócil, brincalhão...”. Dócil para quem, cara-pálida? Como em muitos outros casos, o brasileiro não consegue ver o outro, numa espécie de autismo social. Ocorre que, em tempos violentos como os que vivemos, ter um pit bull é, mal comparando, como que ter uma milícia privada, uma espécie de capanga sempre pronto à defesa ou, como se diz, ao ataque, a melhor defesa. Salvo exceções, ter um pit bull significa de saída tomar o partido da violência, demonstrando que se tem poder e identidade, algo como: “Com este cão do meu lado, eu sou gente!” Na verdade, quase sem disfarces, faz-se do cão uma arma quadrúpede. Claro está que o gatilho da arma é o ser humano, não o próprio cão. Infelizmente, tem se tornado uma prática comum agregar mais violência à violência natural de certas raças. Para tanto, não se hesita em se maltratar os cães, mantendo-os em cativeiro e condições desumanas. Enfim, como diria o meu cão, que aliás é metido a escritor: “O ser humano é osso duro de roer!”
Escrito por Paulo Gustavo às 08h48
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