FELIZ CARNAVAL PARA TODAS E TODOS. ESTE BLOG SÓ VOLTARÁ A PUBLICAR DEPOIS DO CARNAVAL. MÚSICA, MAESTRO!
Escrito por Paulo Gustavo às 13h12
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O QUE PODE HAVER TAMBÉM PODE NÃO HAVER OU A REALIDADE É UM QUEIJO SUÍÇO! Deixemos de parte nosso exército de canivetes suíços e peçamos desculpas aos helvécios no lamentável episódio da pernambucana Paula Oliveira. Episódio que deixa lições para todas e todos. Tudo realmente poderia ter sido verdade, pois a farsa era bem plausível num mundo globalizado que, paradoxalmente, começa a sentir o amargo da xenofobia e de seus avatares. Com a costumeira precipitação nacional e insuflados pelos recentes episódios de maus-tratos a brasileiros no aeroporto de Madri, nada mais provável do que acreditarmos num ataque como o fantasiado por Paula Oliveira. Agora, ficamos num mato sem canivete, acuados nacionalmente, ao que tudo indica, pela encenação de uma mente doentia. Oxalá, como ironia, não venha a pacata e equilibrada Suíça cair nas amarras da xenofobia militante e violenta. Enfim, todos nós fizemos nosso trocadilhozinho e tiramos um sarro com os ordeiros suíços. Não sem razão, pois, a ser verdade a versão da advogada pernambucana, teríamos maculada a imagem de uma Suíça tão pacífica e tranquila como seus lagos e montanhas. Por outro lado, a surpreendente realidade contemporânea tem seus buracos como um queijo suíço. O que roemos foi um desses buracos, não o queijo propriamente... E salvo melhor juízo, como dizem os juristas!
Escrito por Paulo Gustavo às 13h11
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
A VOLTA DO OVO! A ciência volta a reabilitar o Ovo (vou escrever assim mesmo, com maiúscula, pois ele merece), tanto tempo acusado de prestar desserviços ao nosso organismo. O Ovo fazia mal e encarnava o mal. Agora, o Ovo volta a ser do bem. É rico, é saudável. Recupera a sua dignidade perdida. Do inferno ao céu, o Ovo volta meteoricamente à nossa mesa, aos prazeres da mesa. Nada como um dia atrás do outro, sobretudo para a boa ciência. As cartilhas de alfabetização já podem retomar aquelas frases que diziam “Vovô viu o ovo”, “Ivo viu o ovo”. Agora, todos podem ver o Ovo. Nossas galinhas podem desovar à vontade, nosso pão pode abrir-se para recebê-Lo. Confesso que sempre desconfiei que o Ovo não nos traía, que o Ovo estava certo sob o seu silêncio desconcertante. A boa Lispector clariceanamente, num de seus contos, já havia exaltado o Ovo, meditado sobre o Ovo, desdobrado as possibilidades do Ovo. Estavas certa, Clarice, a ciência confirma a Arte! O Ovo é tão nutritivo quanto estético. Pouco importa saber se nasceu primeiro ou depois que a galinha. O importante é que está aí com suas prerrogativas e sua competência. O Ovo é físico e metafísico. Que o diga Francisco Brennand com seus Ovos cerâmicos, em cuja superfície derrama generosamente o seu talento de artista plástico, que sobre a arte natural do Ovo novamente fecunda a nossa imaginação e a beleza da vida.
Escrito por Paulo Gustavo às 08h31
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O BRASIL, PAÍS DO CARNAVAL No Carnaval, o colosso sul-americano Brasil parece encontrar-se com o seu destino. Seu povo, tão infenso a seguir regras e normas bem como a seguir as trilhas da Razão, afoga-se na espuma da música e nas delícias da carne. No Carnaval, o gigante desperta, levanta-se e mostra ao mundo a arte de sua música popular e a criatividade de um povo feliz. Parece que todo o tempo apenas preparou-se para esses dias de festa. Uma polifonia rabelaisiana emerge das ruas e por vezes dos cidadãos mais insuspeitos. O povo, enfim, transforma-se em Alguém e assume os três poderes da república, legislando, julgando e executando, como se renovasse a tripartição dos poderes criada por Montesquieu. E, para parodiar mais um francês, Pascal, pode-se dizer que o povo tem razões que a própria razão desconhece. Entre dois carnavais brasileiros, um ano, todo um ano, não é nada, antes parece feito de episódios irreais, desprovidos de sentido. Entre nós, brasileiros, a vida se conta pelos carnavais vividos, é neles que a nação e as pessoas fazem aniversário, são eles os marcos de tempo e da vida realmente vivida. Entre eles, os carnavais, não há mais que um sopro de cinzas até o som dos futuros clarins, dos metais e dos batuques. O que quer que aconteça entre os carnavais é uma espécie de saudade mal-adormecida.
Escrito por Paulo Gustavo às 10h46
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
CASA FORTE NOS BRAÇOS DE MOMO A cada ano, o bairro de Casa Forte, no Recife, vem ampliando sua participação nas prévias carnavalescas do Recife. Mudou o carnaval ou mudou o bairro? Mudou o bairro, que agora está se incorporando ao calendário da folia durante as chamadas semanas pré-carnavalescas. Aos poucos, ao longo de sucessivos anos, Casa Forte saiu do silêncio para os ruidosos clarins de Momo. A Turma da Jaqueira, dos servidores da Fundação Joaquim Nabuco, já não é a única estrela do período que antecede os dias de Carnaval. Nas duas semanas antes do Carnaval, Casa Forte conta com uma diversificado desfiles de blocos, troças e bois, aos quais acorrem gente vinda de todos os pontos da cidade. Quer pelo adensamento populacional do bairro, quer por diversos outros motivos, Casa Forte tem curtido um dos mais animados períodos pré-momescos da cidade. O bairro que “já tem tudo” não podia deixar de render homenagens à folia. A essa folia não falta a presença dos tradicionais bares e restaurantes que tornam Casa Forte um dos pólos gastronômicos e noturnos do Recife. É um casamento que, ao que parece, está só começando. O resto é com a criatividade da população e com o apoio das instituições municipais responsáveis pela organização da folia.
Escrito por Paulo Gustavo às 09h53
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |