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LIVRO RENDE HOMENAGEM A VIRGOLINO, O PINTOR O pintor pernambucano Wellington Virgolino, falecido em 1988, estaria completando, se vivo fosse, 80 anos. Em sua homenagem, seu irmão, o também artista plástico Wilton de Souza, está lançando Virgolino, o Cangaceiro das Flores na próxima quinta-feira, 27 de maio, às 19 h, na Livraria Saraiva do Shopping Center Recife. Belo livro e bela homenagem. Com ilustrações, claro, do próprio homenageado. Parabéns a Wilton de Souza pelo livrão.
Escrito por Paulo Gustavo às 13h01
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Apesar de ter mais desalojados, NE recebe menos ajuda São Paulo - Há seis meses Santa Catarina foi atingida por chuvas fortes e os morros inteiros desmoronaram, na segunda maior tragédia natural na história da região. O País acompanhou comovido histórias das familiares. Dezenas de helicópteros levavam doações, senadores faziam reuniões de emergência e toneladas de roupas e comida eram enviadas ao Estado. Comparando números da tragédia de SC com da que acontece agora no Nordeste, parece que o fato ocorre em países diferentes. Apesar de ter 4 vezes mais desalojados, a região conta com menos doações e a verba pública só foi liberada ontem. Santa Catarina teve 63 cidades afetadas, 137 mortes, 51 mil desalojados e 27 mil desabrigados. No total, a estrutura de suporte para lidar com as enchentes contou com 24 helicópteros e 4 aviões da Força Aérea. Doações da sociedade totalizaram R$ 34 milhões e o governo federal e o Congresso Nacional prometeram a liberação de R$ 360 milhões. Apesar de registrar um número menor de mortos até o momento, 45, o Nordeste tem 299 cidades afetadas, 200 mil desalojados e 114 mil desabrigados. Mesmo assim, com um número 4 vezes maior de pessoas que precisam urgentemente de ajuda, só 3 helicópteros e 3 aviões atuam na região. E as doações não alcançam R$ 4 milhões. Só ontem, quase dois meses após o início das tempestades, o governo federal destinou verba ao Nordeste, por meio de medida provisória assinada pelo presidente em exercício José Alencar, que liberou R$ 880 milhões - incluindo ajuda às vítimas da seca no Sul. As cidades atingidas ainda esperam repasse de R$ 23 milhões desde as enchentes do ano passado, referente a empenhos do Orçamento de 2007. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Fonte: www.uol.com.br
Escrito por Paulo Gustavo às 12h47
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QUAL A VISÃO DE DILMA ROUSSEF? Vá lá que a Dilma seja trabalhadora, vá que seja uma eficiente executiva! Será que bastam tais atributos para uma candidatura à Presidência? Quem será de fato a Dilma sem a bênção de Lula e a mágica dourada da política? O que pensa, se é que pensa? Qual sua visão? Qual o seu temperamento real? Qual o seu discurso? Quais seus conceitos? Nada se sabe bem a respeito da Dilma. Por ora, só há uma súbita fama sob os holofotes da mídia. Fama aliás ampliada pela enfermidade, que, de resto, como já afirmei, compromete não apenas sua saúde, mas sua saúde política. Não há, a despeito da suposta ingenuidade da ministra, como separar saúde e política. Um político é sempre pressupostamente saudável, e não por acaso todos escondem seus males orgânicos com muito mais habilidade que seus males espirituais. Dilma até agora, à exceção da imagem de gestora, não tem sido mais que uma boneca mimada pela vontade presidencial. Desconfio até que esse papel não é bem digerido pela própria, mas isso são agruras do ofício... Quando aparecerá, se é que aparecerá, a Dilma que não será mais essa boneca mimada e que mais se aproxima de uma personagem de ficção? Qual a Dilma que surgirá da Dilma que aí está? Desculpem os simpatizantes, mas penso que não será boa coisa, para não dizer que não será nada. Quem viver votará.
Escrito por Paulo Gustavo às 10h21
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A FURADEIRA Na Austrália — diz a notícia —, um médico, para salvar um menino de treze anos que estava morrendo após ter batido com a cabeça, considerando que o hospital não tinha furadeira cirúrgica para poder fazer drenar o sangue coagulado, não teve dúvida: lançou mão de uma furadeira doméstica. O menino foi salvo. Segundo o médico, era mais assustador ver a morte iminente da criança do que usar uma ferramenta pouco adequada. Aí está: nem sempre precisamos de ferramentas adequadas para fazer o que deve ser feito e atingir nossos objetivos. Muitas vezes, com ferramentas adequadas, sequer se chega perto, para dizer o mínimo, do que se pretende. Moral da história: ser i-moral (sic) depende da circunstância! A técnica reduzida ao essencial não é menos técnica.
Escrito por Paulo Gustavo às 11h13
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MEU ANALISTA ME DISSE QUE... Mesmo sem entenderem muito, as pessoas ficam satisfeitas com o que os psicanalistas na meia luz dos seus consultórios dizem para elas. Na verdade, crêem nos analistas não já como se interpretassem oráculos, mas como se uma palavra mágica as aquietasse. Deitam-se elas no leito de Procusto não para se torturarem, mas para se encantarem com a “tortura”. Por isso, fico sempre atento a expressão “Meu analista me disse que...”, que é sempre seguida de uma fé ridícula e acompanhada de uma besteira existencial ou simplesmente técnica. Enfim, uma batatada! O psicanalista deu uma razão e pouco importa se é convincente ou não. Onde o sujeito via manchas de umidade aleatórias, começa a ver um insuspeitado desenho que o justifica com um sabor de dogma. Com facilidade, o sujeito abdica da própria sabedoria a que poderia chegar para em seu lugar incluir, não sua própria verdade, mas para incorporar o poder analítico. É um espanto essa narcotização dos analisandos. Abdicam facilmente de si mesmos em favor de um pretenso saber que os ofusca mais com narcisismo técnico do que com lucidez. Quem poderá contestar a aura da batatada, se o psicanalista disse e, o que é mais grave, disse em particular para aquela particular pessoa? “Meu analista me disse que isso é isso” é um verdadeiro curto-circuito intelectual. Como desconstruir essa incompreendida incompreensão? E por que o compartilhamento das palavras do analista? Ora, não interessa o que o analista pensa lá com você e seus botões freudianos, o que me interessa, caro amigo, é o que você pensa se é que você pensa alguma coisa! Decerto, serei eu mesmo o estúpido da história! “É a análise, estúpido!”, me dirá com ceticismo o analisando interlocutor. E assim a psicanálise, sempre tão apegada a detritos, vai “limpando” o sujeito talvez daquilo que ele melhor possa oferecer ao mundo. Essa cara de salvação, longe de salvar, faz perder para sempre algo de precioso e de inquietante. Assim, o pecado original de qualquer análise, não tem remissão, pois, ao desreprimir e dar consciência dos desejos reprimidos, reprime uma substância primordial do espírito: sua ausência de lugar. Bem, o tema é longo e não estou certo de me fazer entender. Resta dizer que o próprio Freud sonhou com saídas, mas os psicanalistas (ou a maioria deles) sonham, ao que parece, apenas com “entradas”...
Escrito por Paulo Gustavo às 10h47
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A PETROBRAS É UMA DELÍCIA! Sem azeite, mas com o óleo negro que é o petróleo, a pizza pode ser suculenta na CPI que se anuncia. Apesar disso, há que se cuidar da jóia da coroa, ora, ao que parece, assacada pelos aproveitadores governistas que a vão devorando “a palito” com a audácia própria da categoria. Fiquemos de olho vivo nesse dinheiro não menos vivo que só “Deus e as cartomantes” sabem para que poço, ou melhor, para que bolso está migrando.
Escrito por Paulo Gustavo às 09h29
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PLÍNIO PALHANO ABRE INDIVIDUAL NO MUSEU DO ESTADO DE PERNAMBUCO O pintor Plínio Palhano, um dos mais importantes artistas plásticos pernambucanos da atualidade, inugura hoje, às 19 h, no Museu do Estado de Pernambuco, a exposição Memórias da Pele, que transita pelo abstracionismo e pelo figurativismo com a marca inconfundível do artista. Será prestigiado pelo mundo cultural recifense e por seus muitos amigos. O curadores são os também artistas plásticos pernambucanos Antonio Montenegro e Raul Córdula. Sucesso!
Escrito por Paulo Gustavo às 09h18
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O CANTO DE SEREIA DO TERCEIRO MANDATO As sereias “golpistas” continuam zumbindo nas orelhas democráticas do presidente Lula. São sereias e têm o direito de cantar. Foram feitas para isso! O problema são os ouvidos presidenciais se deixarem embalar pelo doce canto, fazendo Lula considerar-se indispensável ao País, o que, segundo os especialistas, não é nada raro. Terceiro mandato, além de continuísmo, é um golpe branco contra a letra constitucional. Que Lula se vá glorioso e sem essa fraqueza que representará também um golpe contra a sua biografia histórica. Será dura, não há dúvida, a despedida do poder, mas a alternância de líderes é oxigênio para a vida democrática. Nenhuma popularidade pode legitimar a mudança casuística da Constituição. Que as sereias saibam que são uma minoria, sonora, mas não expressiva. Não defendem nem honram o Presidente, apenas buscam a satisfação dos próprios interesses. Que Lula volte algum dia, se o quiser a sociedade, mas sem esse atalho sinistro que seria concorrer a um terceiro mandato em 2010.
Escrito por Paulo Gustavo às 11h07
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ENEM: VIVA A MUDANÇA! Se o novo Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, acabar de fato com as impagáveis “pegadinhas” já será um avanço. Se conseguir mudar o foco, deixando “fora de linha” bizus e dicas, avaliando o que realmente importa, o efeito será imensamente positivo para os estudantes. Acabará com a excrescência do método em que a forma se torna mais importante que o conteúdo. Método — para lembrar a imagem de Machado de Assis — é para se usar “sem terno e gravata”. Método com “terno e gravata” deve ser a exceção e não a regra! A hipertrofia das exceções é algo doentio em qualquer aprendizado. O vestibular tradicional tem sido, ao longo dos anos, uma aberração pacientemente aceita pela sociedade, e suas conseqüências sobre o Ensino Médio e o Ensino Superior completamente catastróficas. Seu foco tem embaçado a visão do que realmente importa. É página que tem de ser virada. Se o ministro Haddad o conseguir, terá, em princípio, anunciado uma nova era, que já tardava a chegar. Não terá acabado com a natural angústia inerente a todo teste, mas terá contribuído para mudar o que deve ser mudado, extirpando o apêndice para evitar as freqüentes apendicites...
Escrito por Paulo Gustavo às 09h29
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CPI — IPC A grande vantagem de uma CPI é deixar tudo como está, fazendo de conta para a platéia da opinião pública. A grande vantagem de uma CPI é contribuir para a história dos escândalos nacionais. A grande vantagem de uma CPI é ser um game político para os parlamentares ociosos. A grande vantagem de uma CPI é a digestão (nem sempre fácil, é claro) da corrupção. A grande vantagem de uma CPI é ser sucedida por outra CPI mais midiática e espetacular. A grande vantagem de uma CPI é ser um funeral de luxo para assuntos que incomodam a opinião pública. Como toda sigla/abreviatura consagrada, a CPI nos faz esquecer sua verdadeira origem semântica. A que se refere esse misterioso “C”, seguido por um não menos misterioso “P”? E aquele “I” que grita alguma coisa já esquecida? E quem se importa com essas letras que o acaso parece ter juntado? Talvez o público só saiba o que é IPC! Talvez o público esteja certo em sua sabedoria popular.
Escrito por Paulo Gustavo às 08h44
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